Anúncio

CSN vê endividamento crescer e fica sem caixa suficiente para vencimentos até 2027, aponta BB Investimentos

Ouça o Conteúdo
Getting your Trinity Audio player ready...

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), listada na B3 sob o código CSNA3, enfrenta vencimentos de dívidas superiores ao volume de recursos em caixa até 2027. Em relatório divulgado nesta terça-feira (17), o BB Investimentos avaliou que a situação financeira da empresa “continua em deterioração”, mesmo após o anúncio de um programa de desinvestimentos que pretende levantar até R$ 18 bilhões ainda em 2026.

Índice

Pressão sobre o caixa

No fim do último trimestre, a CSN detinha R$ 16 bilhões em disponibilidade – redução de R$ 2,8 bilhões em relação aos três meses anteriores. Os compromissos de curto e médio prazos somam R$ 10,52 bilhões em 2026 e R$ 7,81 bilhões em 2027. Para 2028, os vencimentos chegam a R$ 11,4 bilhões.

Anúncio

A companhia reportou fluxo de caixa livre negativo de R$ 282 milhões no período, reflexo de investimentos elevados (capex) e despesas financeiras consideradas “relevantes” pelos analistas do banco, fatores que limitam a melhora da estrutura de capital.

Anúncio

Alavancagem em alta

A dívida bruta total alcançou R$ 57,2 bilhões, aumento de R$ 867 milhões frente ao trimestre anterior. Já o indicador de alavancagem, medido pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, subiu de 3,14x para 3,47x, ultrapassando o guidance de 3,0x estimado pela própria companhia para o fim de 2025.

Anúncio

Outro indicador observado pelo BB Investimentos mostra a relação entre Ebitda ajustado (ex-capex) e dívida líquida em 0,7 vez para 2025, bem abaixo das 3 vezes registradas em 2022, sinalizando que a geração operacional não cobre mais os investimentos e os custos financeiros.

Anúncio

Ceticismo sobre venda de ativos

O plano de desinvestimentos divulgado pela CSN prevê a alienação de ativos em mineração, siderurgia, cimentos e logística para reforçar o caixa. O BB Investimentos, porém, avalia que a concretização dessas operações até o fim de 2026 depende de “fatores externos fora do controle direto” da companhia e, portanto, exige acompanhamento próximo.

Segundo o banco, uma redução mais expressiva do endividamento só deve ocorrer se as vendas forem concluídas dentro do cronograma. Caso contrário, a CSN pode continuar recorrendo ao caixa para honrar obrigações, pressionando ainda mais a liquidez.

Fundada em 1941, a CSN é uma das maiores produtoras integradas de aço do país, atua na mineração de minério de ferro e ocupa a segunda posição no mercado nacional de cimento. O grupo também controla extensos ativos logísticos, como ferrovias e terminais portuários.

Com informações de Seu Dinheiro

Artigos Relacionados

Conteúdos Relacionados

Go up

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies. Saiba mais