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Bank of America eleva preço-alvo de SLC Agrícola para R$ 20, mas mantém visão neutra após alta de 23% no ano

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São Paulo, 21 de março de 2026 – O Bank of America (BofA) revisou suas projeções para a SLC Agrícola (SLCE3) e aumentou o preço-alvo das ações de R$ 18 para R$ 20, o que indica potencial de valorização próximo de 10% em relação ao fechamento de sexta-feira (20). Mesmo com o ajuste, a recomendação para o papel permaneceu neutra.

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Em 2026, os papéis da companhia acumulam ganho de cerca de 23%, bem acima da alta aproximada de 12% do Ibovespa no mesmo intervalo. A performance acompanha a valorização da soja no mercado internacional, que avança mais de 12% no ano.

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Fatores positivos

O BofA afirma que os fundamentos dos grãos continuam favoráveis no curto prazo. Entre os vetores citados estão:

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  • estoques globais apertados, especialmente de milho;
  • expectativa de maior demanda chinesa por soja;
  • eventuais impactos climáticos, como o fenômeno El Niño;
  • pressões geopolíticas que elevam custos de fertilizantes, a exemplo do conflito no Irã.

Riscos no radar

Segundo o banco, os pontos que limitam o potencial de alta adicional das ações são:

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  • custos de produção mais elevados;
  • apreciação do real frente ao dólar, que reduz receitas em reais;
  • resultado mais fraco nas operações de hedge em algodão.

Impacto nas projeções

Diante desses desafios, o BofA cortou em cerca de 10% a estimativa de Ebitda para 2027 e projeta redução das margens entre 2,5 e 5,5 pontos percentuais nos próximos anos. Para 2026, a expectativa é de geração negativa de caixa em torno de R$ 100 milhões, com recuperação a partir de 2027, quando devem cessar desembolsos ligados a aquisições.

Bank of America eleva preço-alvo de SLC Agrícola para R$ 20, mas mantém visão neutra após alta de 23% no ano - Imagem do artigo original

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Imagem: Internet

Na avaliação do banco, o recente rali já precifica grande parte do cenário positivo para as commodities, enquanto os riscos cambiais e de custos ganham peso no curto prazo. Por isso, a instituição optou por manter a recomendação neutra, ainda que veja a empresa bem posicionada no atual ciclo dos grãos.

Com informações de Seu Dinheiro

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