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Trégua entre EUA e Irã derruba juros futuros no Brasil em mais de 40 pontos-base

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A perspectiva de uma pausa nos ataques norte-americanos ao Irã provocou forte alívio na curva de juros brasileira nesta segunda-feira, 23 de março de 2026. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram em todos os vértices, com quedas que superaram 40 pontos-base nos prazos mais longos.

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Quedas pela manhã e fechamento em baixa

No curtíssimo prazo, o DI para janeiro de 2027 terminou a 14,150%, abaixo dos 14,420% do ajuste anterior. Durante o dia, tocou mínima de 14,135%.

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O contrato para janeiro de 2029 caiu de 14,110% para 13,765%, após marcar 13,705% na mínima intradiária, redução de 40 pontos-base.

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No extremo mais longo da curva, o DI para janeiro de 2036 fechou a 13,880%, ante 14,010% na sexta-feira (20). A mínima do dia foi de 13,685%, recuo de 32 pontos-base.

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Movimento alinhado aos Treasuries

No exterior, os rendimentos dos Treasuries também cederam. O yield do papel norte-americano de dois anos encerrou a 3,852%, frente a 3,894% do ajuste anterior, enquanto o retorno do título de dez anos ficou em 4,352%, ante 4,292% na véspera.

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Anúncio de Trump impulsiona alívio

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma trégua de cinco dias nos ataques contra a infraestrutura iraniana. Segundo o mandatário, Washington e Teerã mantiveram “conversas muito boas e produtivas” e, em função disso, ele ordenou ao Departamento de Guerra o adiamento de qualquer ação militar contra usinas elétricas e instalações energéticas do Irã.

Em entrevista à Fox Business Network, Trump declarou que “o Irã quer muito fechar um acordo” e que ele pode ser alcançado em até cinco dias. À CNBC, reiterou o empenho dos EUA em concluir as negociações.

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As declarações ocorrem no 24º dia do conflito, já em sua quinta semana. No sábado (21), Trump havia ameaçado bombardear usinas iranianas em 48 horas caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto. Teerã respondeu dizendo que atingiria instalações norte-americanas no Golfo caso a ameaça se concretizasse.

Petróleo e projeções de política monetária

A fase de distensão derrubou os preços do petróleo: o Brent para junho recuou 9,86%, fechando a US$ 95,92 o barril na ICE, em Londres.

No Brasil, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira mostrou elevação da estimativa para a Selic de 12,25% para 12,50% ao ano. Apesar disso, o mercado ainda vê chance de corte de 0,50 ponto percentual na reunião do Copom de abril, que levaria a taxa básica de 14,75% para 14,25%. A curva a termo, porém, precifica majoritariamente um corte menor, de 25 pontos-base, diante da desancoragem das expectativas de inflação causada pelo conflito.

Relatório da Warren Rena apontou que a inflação implícita em títulos públicos que vencem em agosto subiu para 4,84% em 12 meses, contra 3,52% registrados antes do início da guerra.

Com informações de Money Times

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