Tensão no Estreito de Ormuz faz petróleo oscilar e obriga países a adotar medidas de emergência

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As declarações contraditórias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz desencadearam forte volatilidade no mercado de petróleo nas últimas 24 horas. Após conceder 48 horas ao Irã para reabrir a passagem e ameaçar atacar instalações energéticas do país, Trump recuou e anunciou uma moratória de cinco dias, alegando “conversas produtivas” com Teerã. O governo iraniano nega ter mantido qualquer contato.
A insegurança provocou um movimento em cascata nos preços do barril: o petróleo disparou com o ultimato e caiu em seguida diante da possibilidade, ainda incerta, de negociação. Sem consenso sobre o que efetivamente mudou, investidores seguem reagindo às manchetes.
Risco maior que choques de 1973 e 1979, diz IEA
Para o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, a tensão atual representa ameaça superior aos choques do petróleo de 1973 e 1979 e à crise do gás deflagrada pela invasão da Ucrânia. O Estreito de Ormuz é rota diária de cerca de 20 % de todo o petróleo consumido no planeta; qualquer interrupção parcial já provoca desequilíbrio sistêmico de oferta.
Países ativam planos de contenção
A alta dos custos de energia levou vários governos a adotar medidas emergenciais:
- Filipinas: redução da jornada do setor público para quatro dias por semana.
- Japão: reativação de subsídios à gasolina e liberação adicional de estoques estratégicos.
- Coreia do Sul: campanha nacional de economia de energia com restrições ao uso de veículos.
Mesmo os Estados Unidos, menos dependentes de importações, já percebem impactos corporativos e inflacionários. No Sudeste Asiático, a dependência das rotas que passam por Ormuz torna o choque ainda mais intenso.
Consequências macroeconômicas
O receio de novos aumentos de preços elevou o tom de cautela entre bancos centrais. Algumas autoridades monetárias admitem a possibilidade de voltar a subir juros, movimento que pode afetar o ciclo de cortes iniciado recentemente no Brasil.
Analistas observam que o risco geopolítico elevou o prêmio de segurança incorporado aos preços do petróleo, tornando o choque mais estrutural do que pontual. A oferta alternativa — uso de estoques, mudança de rotas ou aumento de produção — é limitada no curto prazo.

Imagem: Internet
Commodities retomam protagonismo
Após anos de menor atenção do mercado, o setor de óleo e gás volta ao foco dos investidores. A necessidade de recompor posições em energia, somada à reconfiguração de cadeias de suprimento em todo o mundo, reforça a procura por ativos ligados a commodities como proteção contra inflação e choques sistêmicos.
Uma das opções listadas por casas de análise é o ETF de Commodities do BTG Pactual (CMDB11), com cerca de 40 % de exposição a óleo e gás, além de participações em mineração e agronegócio. Gestores destacam a combinação de possível valorização da matéria-prima com fluxos de caixa das companhias do setor.
Apesar da recente recuperação dos preços, especialistas lembram que as commodities ainda negociam com desconto em relação a outras classes de ativos, sugerindo abertura para um novo ciclo de valorização caso a tensão geopolítica persista.
Com informações de Seu Dinheiro
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