Santander Brasil confirma saída de Mario Leão e escolhe Gilson Finkelsztain como novo CEO, mantendo foco em eficiência e crédito seletivo

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O Santander Brasil (SANB11) anunciou a substituição de Mario Leão, que comandou o banco nos últimos quatro anos, por Gilson Finkelsztain, atual presidente da B3. A mudança foi comunicada na semana passada e pegou o mercado de surpresa.
Leão permanecerá à frente da instituição até a divulgação dos resultados do primeiro semestre de 2026, garantindo uma transição gradual. Segundo o executivo, a saída ocorre por motivos pessoais e foi planejada “a partir de uma posição de força”.
Estratégia permanece inalterada
Em conferência com analistas do JP Morgan, Leão afirmou que a estratégia continuará a mesma, mas com “ainda mais disciplina na execução” sob a futura gestão de Finkelsztain. O banco mantém a meta de elevar o retorno sobre o patrimônio (ROE) para além de 20% até 2028.
Desde 2023, o Santander Brasil elevou o ROE de cerca de 10% para 17,6% no fim de 2025, após ajustes no apetite a risco e cortes de custos. O JP Morgan avalia que a troca de comando ocorre justamente quando a instituição volta a ganhar tração, tornando a execução mais crítica do que possíveis mudanças de rumo.
Dois pilares para o novo ciclo
O banco seguirá apoiado em dois eixos principais:
- Disciplina de custos: a meta é manter crescimento nominal zero nas despesas. Parte desse esforço virá do programa de tecnologia Gravity, que migra sistemas para a nuvem e pode gerar economia anual de cerca de R$ 400 milhões no Brasil. A instituição também continuará a otimizar a rede de agências, enxugar camadas organizacionais e renegociar contratos.
- Seletividade no crédito: a prioridade é crescer em segmentos de maior retorno, como clientes de alta renda (Select) e pequenas e médias empresas (PMEs), onde o retorno pode chegar a 40%-50%. A exposição a clientes de baixa renda deve seguir em retração.
Na avaliação dos analistas, o Santander Brasil já exibe vantagem em eficiência em relação aos pares e tende a consolidar essa posição com a nova liderança. O foco será melhorar a produtividade do capital ponderado por risco (RWA) e sustentar o chamado positive jaws – quando receitas avançam mais rápido que custos e provisões.
Imagem: Internet
Perfil do sucessor
Finkelsztain conhece o Santander por dentro: trabalhou na instituição antes de assumir a presidência da B3, cargo que ocupa desde 2017. Analistas veem no executivo um perfil voltado a mercado de capitais, eficiência operacional e desenvolvimento de produtos, combinação considerada positiva se bem calibrada ao modelo do banco.
Visão do mercado
O JP Morgan manteve recomendação de compra (overweight) para as units SANB11, citando múltiplos atrativos – 6,5 vezes o lucro estimado para 2026 – e um caminho claro para que o ROE alcance 22% nos próximos anos.
Com informações de Seu Dinheiro
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