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Revogação de visto de assessor ligado a Trump repercute na imprensa internacional

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O cancelamento do visto brasileiro concedido ao assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos Darren Beattie, decidido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira, 13, ganhou destaque em veículos como Reuters, Washington Post e Bloomberg. A cobertura estrangeira aponta o episódio como mais um ponto de atrito entre Brasília e Washington.

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Entenda o caso

Beattie foi nomeado no mês passado, ainda pela administração do ex-presidente Donald Trump, para acompanhar a política norte-americana em relação ao Brasil. Um dia após a nomeação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetou a visita do assessor ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Em seguida, o Itamaraty revogou o visto do funcionário norte-americano.

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Repercussão dos principais veículos

A Reuters observou que a própria escolha de Beattie — descrito pela agência como crítico do governo brasileiro — já demonstrava que a relação bilateral segue sensível. O despacho também destacou que Moraes baseou sua decisão em documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, no qual o assessor havia informado apenas participação em um fórum sobre minerais críticos e reuniões com autoridades, sem mencionar encontro com Bolsonaro.

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No Washington Post, o episódio foi apresentado como “medida recíproca” e inserido no contexto da corrida presidencial brasileira. O jornal lembrou que Lula busca a reeleição em outubro, tendo o senador Flávio Bolsonaro como principal adversário, e ressaltou o silêncio da Casa Branca sobre o tema.

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A Bloomberg recuperou acontecimentos recentes da diplomacia entre os dois países, como a pressão da gestão Trump no segundo semestre de 2025, quando tarifas a produtos brasileiros e sanções ao próprio Moraes foram impostas e depois revertidas. A agência acrescentou que o ministro do STF havia inicialmente autorizado a visita de Beattie a Bolsonaro, mas voltou atrás após alerta do ministro das Relações Exteriores de que o encontro poderia configurar interferência nos assuntos internos do Brasil em ano eleitoral.

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Histórico de tensões

O cancelamento do visto soma-se a outros episódios de fricção. Em agosto de 2025, Washington anulou vistos de autoridades brasileiras acusadas de ligação com o programa de envio de médicos cubanos, entre elas o ministro da Saúde Alexandre Padilha. Desde então, os dois governos alternam gestos de reaproximação e novas divergências.

Até o momento, não houve manifestação pública da Casa Branca sobre a decisão brasileira nem indicação de resposta imediata por parte do Departamento de Estado.

Com informações de InfoMoney

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