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Redução da jornada para 4 dias pode aumentar custo das empresas em até 6,5%, calcula BTG Pactual

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São Paulo, 16 de março de 2026 – Um estudo do BTG Pactual aponta que propostas em discussão no Congresso para reduzir a jornada máxima de trabalho no Brasil podem elevar os gastos das empresas com pessoal em até 6,5%.

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Do limite atual de 44 horas para 36 horas

Segundo o relatório, a mudança mais drástica — de 44 para 36 horas semanais — provocaria corte direto de 16,1% nas horas trabalhadas e acréscimo de 14,6% na folha de pagamento, já que a legislação impede redução proporcional de salários.

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Em valores, o banco estima que o desembolso mensal das companhias subiria cerca de R$ 22,2 bilhões nesse cenário.

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Cenário intermediário: 40 horas semanais

Uma alternativa considerada menos severa, com jornada de 40 horas, reduziria as horas trabalhadas em 7,7% e aumentaria o custo de pessoal em 6,5%. O impacto financeiro ficaria próximo de R$ 10 bilhões por mês.

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Propostas em tramitação

Entre os projetos analisados estão a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que estabelece jornada de 36 horas distribuídas em quatro dias de trabalho, e a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que fixa o mesmo limite, mas com transição de até dez anos.

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Efeitos de oferta e repasse de custos

Para o BTG, limitar a carga horária representa um “choque negativo de oferta” no mercado de trabalho, capaz de pressionar custos e reduzir a atividade no curto prazo. Parte desse aumento pode ser repassada aos preços.

Mercado já perto do teto legal

Dados da RAIS 2024 mostram jornada média de 42 horas semanais, com 75,5% dos contratos formais concentrados no teto atual de 44 horas. Essa concentração, diz o banco, indica que qualquer mudança tende a provocar efeitos significativos.

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Impacto varia por setor e porte

Setores intensivos em mão de obra, como comércio, construção, agropecuária, transporte, hotéis e restaurantes, aparecem entre os mais expostos. Serviços financeiros, administração pública, saúde e educação sentiriam menos.

Empresas de menor porte, que usam jornadas mais longas com maior frequência, teriam impacto proporcionalmente maior.

Custo total das companhias

Considerando todos os gastos, o choque médio poderia chegar a 4,7% se a jornada cair para 36 horas, variando de 0,5% (setor extrativo) a 8,7% (serviços administrativos). Com 40 horas, a média seria de 2,1%, oscilando entre 0,2% e 4,1%.

Alternativas das empresas

Se optarem por manter o nível de produção com horas extras, contratações adicionais ou maior informalidade, o custo total de pessoal pode subir entre 11,5% e 21,9% no cenário de 36 horas, ou de 5,1% a 9,7% com 40 horas, aponta o estudo.

Com informações de Money Times

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