Pesquisa identifica 3 práticas que distinguem os usuários mais avançados de IA no ambiente corporativo

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Um levantamento conduzido pela Universidade do Texas, em parceria com a consultoria KPMG, detalhou quais comportamentos separam os funcionários que apenas utilizam inteligência artificial daqueles que extraem ganhos reais de produtividade com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot.
O estudo analisou mais de 1,4 milhão de comandos e respostas gerados por aproximadamente 2,5 mil colaboradores da KPMG, de diferentes áreas e níveis hierárquicos, durante oito meses. Embora cerca de 90% dos profissionais recorressem à IA no dia a dia, apenas 5% ingressaram na categoria de uso considerado “sofisticado”.
Três práticas dos usuários sofisticados
1. Interações extensas e detalhadas
Os melhores resultados apareceram entre aqueles que redigem instruções iniciais longas, mantêm diálogos prolongados com a máquina e alternam entre diferentes modelos conforme a necessidade da tarefa.
2. Co-construção do raciocínio
Em vez de aceitar a primeira resposta gerada, esses profissionais orientam o modelo a refletir, testar hipóteses e explorar alternativas. O processo inclui fornecer exemplos do resultado desejado e estruturar etapas de pensamento para a IA.
3. Delegação de tarefas complexas
Os usuários avançados solicitam atividades com múltiplas fases, definem objetivos claros, impõem restrições e indicam o formato esperado da resposta. A pesquisa mostra que eles também recorrem a mais de uma plataforma de IA para concluir projetos de maior complexidade.
Limitações das métricas atuais
Segundo o levantamento, muitas empresas ainda medem o sucesso da IA apenas pelo número de horas registradas nas ferramentas. Para os pesquisadores, esse critério não reflete o impacto real na qualidade ou na velocidade do trabalho.
Imagem: Internet
Experiência influencia o uso
Entre os empregados avaliados, aqueles acima do nível de gerência se destacaram: além de recorrerem à IA para escrever, também a utilizavam para orientações técnicas e geração de novas ideias. Isso indica que o contexto da função e a experiência profissional afetam a forma e a frequência de uso da tecnologia.
Recomendações às empresas
O estudo sugere que as organizações priorizem a criação de hábitos — e não apenas a adoção de ferramentas. Definir problemas com clareza, direcionar o raciocínio dos modelos, avaliar criticamente as respostas e aplicar a IA de modo flexível são habilidades apontadas como essenciais.
Com base nas conclusões, a KPMG passou a distribuir manuais práticos, oferecer treinamentos focados em tarefas complexas e estabelecer expectativas específicas sobre o papel da IA em cada área de atuação.
Com informações de Seu Dinheiro
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