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Lucro da Hypera supera projeções no 4T25, papéis sobem e foco se volta à semaglutida

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São Paulo – A Hypera reportou lucro líquido de operações continuadas de aproximadamente R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, resultado levemente superior ao consenso do mercado e que impulsionou as ações HYPE3. Os papéis encerraram o pregão com alta de 0,37%, depois de alcançarem avanço de até 4,50% ao longo do dia.

Índice

Desempenho operacional

O EBITDA entre outubro e dezembro somou R$ 748 milhões, 1,5% acima das estimativas do Goldman Sachs. No varejo, o sell-out cresceu 7,4% em relação ao mesmo período de 2024, ritmo inferior aos 8,3% do trimestre anterior, mas ainda dentro das projeções dos analistas.

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O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 497 milhões, alta de 15% em 12 meses, refletindo o efeito residual do ajuste de capital de giro concluído recentemente. A companhia também reduziu a dívida líquida em R$ 180 milhões na comparação trimestral, já descontados os juros sobre capital próprio distribuídos.

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Leituras dos bancos

Itaú BBA considerou os números em linha, destacando tendências de melhora e chamando atenção para o comportamento do sell-out no primeiro trimestre de 2026.
Goldman Sachs apontou ganho de participação de mercado com lançamentos nas linhas de gripe, gastro, cardiovascular e cuidados com a pele.
JPMorgan avaliou que o desempenho sinaliza normalização após a otimização de canais, com recuperação da margem bruta e despesas administrativas menores.
Bradesco BBI classificou o balanço como neutro: EBITDA dentro das expectativas e lucro 7% acima, impulsionado por resultado financeiro melhor.
BTG Pactual destacou crescimento de sell-out entre 7% e 8% e base de comparação mais fraca no 4T24.
Morgan Stanley ressaltou margens mais fortes e manutenção da recomendação overweight.

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Estratégia e perspectivas

Em teleconferência, executivos enfatizaram a semaglutida como principal vetor de crescimento a partir de 2026. A patente do medicamento expira nesta sexta-feira, mas a empresa ainda aguarda autorização da Anvisa para lançar produtos baseados na molécula.

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A companhia informou que a expansão do sell-out no primeiro trimestre de 2026 segue ritmo semelhante ao dos últimos três meses de 2025. Para o ano, o plano é reduzir gradualmente o nível de descontos e manter a margem EBITDA próxima de 33,6%, patamar registrado nos nove primeiros meses de 2025.

No campo financeiro, a meta é baixar a alavancagem para cerca de 1,5 vez dívida líquida/EBITDA em até dois anos. Os investimentos devem cair significativamente a partir de 2027, após a conclusão do atual ciclo de expansão.

Preços-alvo e recomendações

Morgan Stanley e JPMorgan reiteraram recomendação overweight, ambos com preço-alvo de R$ 33. Itaú BBA e Bradesco BBI mantiveram outperform, com objetivos de R$ 33 e R$ 28, respectivamente. Goldman Sachs e BTG Pactual permaneceram neutros, com preços-alvo de R$ 24,75 e R$ 27.

Com o papel negociado a cerca de nove vezes o lucro estimado para 2026, analistas avaliam que sinais de aceleração do sell-out no início do ano podem destravar nova rodada de valorização no mercado.

Com informações de InfoMoney

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