Anúncio

Larry Fink afirma que inteligência artificial pode ampliar disparidade de riqueza

Ouça o Conteúdo
Getting your Trinity Audio player ready...

São Paulo, 23 de março de 2026 – Em sua carta anual aos investidores, o presidente-executivo da BlackRock, Larry Fink, alertou que a inteligência artificial (IA) corre o risco de aprofundar a concentração de riqueza ao favorecer empresas e investidores já bem capitalizados.

Fink escreveu que a economia global vive um cenário em que o crescimento beneficia desproporcionalmente quem possui ativos financeiros. Segundo ele, “a vasta maioria da riqueza fluiu para pessoas que possuíam ativos, e não para aquelas que ganhavam a maior parte do seu dinheiro trabalhando”. A IA, avalia o executivo, pode repetir esse padrão em escala ainda maior, reforçando a distância entre quem investe e quem depende apenas do salário.

Índice

Distribuição dos ganhos no centro do debate

Embora o debate público sobre IA costume se concentrar no impacto sobre empregos, Fink considera que a questão central reside na distribuição dos ganhos econômicos. Para ele, quando o valor de mercado das companhias cresce enquanto a participação acionária permanece restrita a uma parcela reduzida da população, a percepção de prosperidade se torna inalcançável para quem está fora desse grupo.

Anúncio

Mercados de capitais ganham protagonismo

O chefe da maior gestora de ativos do mundo descreve a IA como parte de uma transformação mais ampla do capitalismo, marcada por guerras, reindustrialização, corrida tecnológica e busca de autossuficiência nacional. Nesse ambiente, afirma, os mercados de capitais assumem papel cada vez mais decisivo no financiamento ao crescimento econômico, reforçando a importância do investimento de longo prazo.

Anúncio

Ampliação do acesso

Fink defende medidas para democratizar o investimento, como sistemas de aposentadoria mais robustos, programas de educação financeira, contas de investimento abertas desde o nascimento e modernização da infraestrutura de mercado. O executivo também volta a promover a tokenização de ativos: em sua visão, uma carteira digital regulada poderá reunir meios de pagamento, ETFs, títulos tokenizados e participações fracionárias, reduzindo custos e barreiras de entrada.

Anúncio

Posicionamento estratégico da BlackRock

A carta ressalta que a BlackRock já utiliza IA na análise de investimentos, gestão de risco e alocação de capital, posicionando a gestora para a próxima etapa dos mercados. “Uma coisa é certa: a IA criará um valor econômico significativo”, escreveu Fink. O desafio, conclui, é garantir que a participação nesse crescimento seja ampliada para não aprofundar a disparidade entre quem possui ativos e quem depende exclusivamente de renda laboral.

Anúncio

Com informações de Money Times

Artigos Relacionados

Conteúdos Relacionados

Go up

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies. Saiba mais