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Juiz federal derruba intimações do Departamento de Justiça contra Jerome Powell

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O juiz distrital dos Estados Unidos James Boasberg anulou as intimações emitidas pelo Departamento de Justiça (DoJ) ao Conselho do Sistema da Reserva Federal, classificando-as como “impróprias” e carentes de fundamentos. Os documentos exigiam registros sobre a reforma da sede do Fed em Washington e sobre declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, ao Congresso a respeito da obra.

Na decisão, divulgada nesta sexta-feira (data conforme publicação original), Boasberg afirmou que o governo não apresentou evidências de conduta criminosa por parte de Powell. Segundo o magistrado, as intimações pareciam ter “motivação claramente retaliatória” e visavam pressionar o presidente do Fed a adotar juros mais baixos ou a deixar o cargo.

Jeanine Pirro, chefe do Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito de Columbia, classificou o veredito como equivocado e adiantou que o DoJ recorrerá. A Casa Branca não comentou o caso e o Federal Reserve preferiu não se pronunciar.

Índice

Intimações e reforma de US$ 2,5 bilhões

As intimações foram enviadas em janeiro, acompanhadas da ameaça de abertura de processo criminal, segundo Powell afirmou na época. O foco da investigação é a modernização da sede da autoridade monetária, estimada em US$ 2,5 bilhões, além do testemunho que o presidente do Fed prestou no ano passado à Comissão Bancária do Senado.

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Em resposta pública, Powell declarou que o inquérito foi motivado pela negativa do Fed em ajustar a taxa básica de juros conforme a preferência do então presidente Donald Trump.

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Pressão política no Senado

O ex-governador do Fed Kevin Warsh foi indicado por Trump para substituir Powell quando o mandato atual terminar em maio. O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, que integra a Comissão Bancária do Senado, prometeu barrar qualquer indicação para o banco central enquanto a investigação permanecer aberta — compromisso reiterado nesta semana.

Após a decisão de Boasberg, Tillis afirmou nas redes sociais que o resultado “evidencia a fragilidade” da apuração e representa “um fracasso” na tentativa de interferir na independência do Fed. Para o senador, recorrer apenas atrasará a confirmação de Warsh como próximo presidente do banco central.

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Com informações de InfoMoney

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