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Ibovespa cai 0,81% na semana; Eneva dispara quase 25% e Minerva recua 15,7%

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O Ibovespa acumulou desvalorização de 0,81% entre 18 e 21 de março, encerrando a última sessão aos 176.219,40 pontos. No período, Eneva (ENEV3) liderou os ganhos do índice com avanço de 24,70%, enquanto Minerva (BEEF3) registrou o pior desempenho, caindo 15,74%.

Índice

Cenário externo pressiona mercados

As tensões no Oriente Médio continuaram a ditar o humor dos investidores. Os Estados Unidos buscam apoio para reabrir o Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã, e o presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira (20) estar “no processo” de resolver a crise, sem sinalizar cessar-fogo. O barril do Brent saltou 8,77% na semana, marcando a quinta alta consecutiva.

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Preocupados com o impacto do petróleo na inflação, bancos centrais mantiveram tom cauteloso. O Banco Central da Inglaterra alertou que o conflito pode pressionar os preços no curto prazo. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano pela segunda reunião seguida e indicou, no gráfico de pontos, apenas um corte em 2026; parte dos dirigentes discutiu a possibilidade de alta já no próximo encontro.

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Selic cai; mudanças no governo e no frete

No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano, primeiro corte desde julho. O comunicado citou maior incerteza externa e iniciou um “ciclo de calibração” da política monetária.

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A agenda doméstica também foi marcada pela saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda para disputar o governo paulista; Dario Durigan assumiu a pasta. Além disso, o governo editou medida provisória que reforça o cumprimento do piso do frete rodoviário, tentando evitar paralisação de caminhoneiros.

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Moeda e ações em destaque

O dólar à vista oscilou, mas terminou a semana com leve queda de 0,13%, cotado a R$ 5,3092.

Veja as maiores altas da semana no Ibovespa:

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Ibovespa cai 0,81% na semana; Eneva dispara quase 25% e Minerva recua 15,7% - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

  • ENEV3 – Eneva: +24,70%
  • PRIO3 – PRIO: +17,46%
  • NATU3 – Natura: +6,35%
  • CPLE3 – Copel: +5,25%
  • CSNA3 – CSN: +4,72%
  • CMIG4 – Cemig PN: +4,44%
  • HYPE3 – Hypera: +3,36%
  • HAPV3 – Hapvida: +3,34%
  • SBSP3 – Sabesp: +2,78%
  • VIVA3 – Vivara: +2,36%

Entre as quedas, os destaques foram:

  • BEEF3 – Minerva: ‑15,74%
  • MGLU3 – Magazine Luiza: ‑10,71%
  • BRKM5 – Braskem PN: ‑10,13%
  • VAMO3 – Vamos: ‑9,63%
  • MRVE3 – MRV: ‑6,77%
  • CYRE4 – Cyrela PN: ‑6,63%
  • ENGI11 – Energisa units: ‑6,54%
  • SUZB3 – Suzano: ‑6,03%
  • CSAN3 – Cosan: ‑5,90%
  • CYRE3 – Cury: ‑5,76%

O que impulsionou Eneva e derrubou Minerva

As ações da Eneva reagiram positivamente ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), aguardado havia anos pelo setor. Em conferência com analistas, o CEO Lino Cançado afirmou que o país ainda precisará de mais capacidade firme até 2035 e que a companhia está preparada para atender a essa demanda.

Já os papéis da Minerva recuaram após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. A empresa lucrou R$ 85 milhões no período, revertendo prejuízo de R$ 1,567 bilhão um ano antes, e fechou 2025 com lucro recorde de R$ 848,3 milhões. Mesmo assim, a XP Investimentos avaliou os números como fracos, destacando queda de 8% nos volumes de carne bovina no Brasil e projetando revisões negativas nas estimativas de lucro.

Com informações de Seu Dinheiro

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