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Fiscalização do frete mínimo, pressão sobre caminhoneiros e ajustes na Petrobras lideram interesse dos investidores na semana

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O noticiário econômico entre 18 e 22 de março chamou atenção do mercado para temas como a aplicação da tabela do frete mínimo, incertezas envolvendo a Petrobras, sinais de retomada do Bradesco e a exclusão da Raízen do Ibovespa. Na mesma semana, o Ibovespa acumulou queda de 0,81%, impactado sobretudo pelo receio de mudanças na política de preços da estatal petrolífera.

Índice

Governo endurece fiscalização do piso do frete

Na quarta-feira (18), o ministro dos Transportes, Renan Filho, declarou que empresas como MBRF (MBRF3), Raízen (RAIZ4), Cargill, Vibra (VVBR3) e Ambev (ABEV3) figuram entre as maiores reincidentes no descumprimento do valor mínimo do frete nos últimos quatro meses. O governo promete reforçar a fiscalização e estuda medidas para impedir que quem infringir a regra continue contratando transporte de cargas.

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As companhias citadas contestaram a avaliação, alegando que seus modelos de contratação consideram variáveis não capturadas em análises isoladas. O tema ganhou peso adicional com a mobilização de caminhoneiros insatisfeitos com o custo do diesel.

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Ameaça de paralisação perde força

No mesmo contexto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) recuou do apoio à greve aprovada por autônomos de Santos após conseguir reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A entidade decidiu interromper o movimento enquanto houver espaço para negociação, embora mantenha as pautas da categoria.

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Petrobras corrige proventos pela Selic

A Petrobras (PETR4) atualizou o valor por ação da segunda parcela de dividendos e juros sobre capital próprio aprovados em novembro de 2025. O montante subiu de R$ 0,47160377 para R$ 0,48585087 por papel, após correção pela Selic. O pagamento está agendado para 20 de março de 2026, beneficiando acionistas posicionados em 22 de dezembro de 2025.

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Bradesco detalha plano de recuperação

Entrevista publicada na semana abordou o esforço de reconstrução do Bradesco (BBDC4). O banco viu o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) despencar para 7,2% no primeiro trimestre de 2024, bem abaixo do histórico superior a 15%. A instituição busca retomar eficiência diante do avanço das fintechs e de dúvidas sobre o modelo dos grandes bancos.

Raízen fora do Ibovespa

A Raízen (RAIZ4) foi retirada do Ibovespa e de outros índices da B3 após a Justiça aceitar seu pedido de recuperação extrajudicial. A ação já operava abaixo de R$ 1 havia 42 pregões e, mesmo com leve reação após a exclusão, acumulava perda de 38% em 2026 até a data do anúncio.

No balanço geral, a combinação de pressões regulatórias, incertezas corporativas e reações do mercado dominou a atenção de investidores e leitores ao longo da semana.

Com informações de Money Times

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