EUA avaliam diminuir ofensiva contra o Irã; mídia iraniana relata ataque a usina nuclear de Natanz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 21 de março de 2026, que o governo norte-americano estuda reduzir sua ação militar contra o Irã. A declaração foi publicada na rede Truth Social no momento em que forças iranianas e israelenses trocavam novos ataques e veículos de comunicação do Irã informavam sobre um bombardeio à instalação de enriquecimento nuclear de Natanz.
No texto divulgado on-line, Trump disse que Washington “está muito perto de cumprir seus objetivos” e defendeu que países que dependem do Estreito de Ormuz assumam a tarefa de patrulhar a rota marítima. “Os Estados Unidos não utilizam o estreito”, escreveu, acrescentando que a ajuda norte-americana só seria necessária “quando a ameaça iraniana for erradicada”.
Mortes e impacto econômico
Desde o início da ofensiva conjunta de EUA e Israel, em 28 de fevereiro, mais de 2 000 pessoas morreram no Irã, segundo dados compilados por agências internacionais. Ataques a infraestruturas energéticas dentro do país e em nações vizinhas do Golfo elevaram o preço do petróleo em cerca de 50%, pressionando a inflação global — um fator que tem preocupado o eleitorado norte-americano às vésperas das eleições de novembro.
O avanço militar também provocou questionamentos de aliados tradicionais. Trump classificou integrantes da Otan como “covardes” pela hesitação em contribuir para a abertura do estreito.
Ataque a Natanz sob investigação
A imprensa estatal iraniana relatou que forças dos EUA e de Israel atingiram na madrugada de sábado o complexo de enriquecimento Shahid Ahmadi-Roshan, em Natanz. Técnicos enviados ao local disseram não haver vazamento radioativo nem risco imediato para a população próxima. Israel declarou “não ter conhecimento” de ação contra a usina, enquanto o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que abriu investigação sobre o episódio.
Moscou condenou o suposto ataque, chamando-o de “violação flagrante do direito internacional”.
Outras frentes de conflito
O exército israelense bombardeou Beirute no sábado, alegando mirar posições do Hezbollah, grupo libanês apoiado por Teerã. Foi a ação mais letal contra o Líbano desde que a milícia disparou mísseis em apoio ao Irã, em 2 de março.

Imagem: Reuters
No front energético, o fornecimento de gás iraniano ao Iraque foi restabelecido após interrupção causada por ataque israelense ao campo de South Pars, na quarta-feira.
Em paralelo, fuzileiros navais e navios de desembarque dos EUA seguem rumo ao Oriente Médio, embora a Casa Branca não tenha detalhado a missão.
Trump encerrou sua mensagem reiterando que “outros países devem fazer sua parte” na segurança do Golfo. A sinalização de possível retirada parcial das tropas ocorre em meio a temores de expansão do conflito e ao aumento da pressão econômica interna.
Com informações de Money Times
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