Economia chinesa inicia 2026 com produção industrial e investimentos em alta, apesar de cenário externo incerto

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Pequim, 16 de março – A economia da China começou 2026 em terreno mais sólido, impulsionada pela aceleração da produção industrial, pela retomada das vendas no varejo e pela recuperação dos investimentos nos dois primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Escritório Nacional de Estatísticas.
Indústria em ritmo mais forte
A produção industrial avançou 6,3% em janeiro e fevereiro na comparação anual, superando o crescimento de 5,2% registrado em dezembro e a previsão de 5% de analistas consultados pela Reuters. É o ritmo mais acelerado desde setembro do ano passado, refletindo, entre outros fatores, a maior demanda externa por produtos ligados à inteligência artificial.
Vendas no varejo sob efeito do Ano-Novo Lunar
O consumo também mostrou reação: as vendas no varejo subiram 2,8% no bimestre, ante 0,9% no último mês de 2025, superando a estimativa de 2,5%. O Ano-Novo Lunar, que neste ano teve duração maior, elevou as despesas totais com turismo em quase 19% em relação ao mesmo período festivo de 2025, embora o gasto médio por viagem tenha caído 0,2%. Já as vendas de veículos de passeio recuaram 26% nos dois primeiros meses do ano.
Investimento volta a crescer
O investimento em ativos fixos, que inclui imóveis e infraestrutura, aumentou 1,8% em janeiro e fevereiro, contrariando a expectativa de queda de 2,1%. Em 2025, esse indicador havia caído 3,8%, primeira retração anual em quase três décadas. A recuperação foi puxada pela infraestrutura, cujo investimento subiu 11,4% após o governo ampliar linhas de financiamento bancário para grandes projetos.
Alertas dos analistas
Para Hao Zhou, economista-chefe da Guotai Junan International, os números indicam que o país entrou em 2026 com base de crescimento mais firme do que se imaginava. Mesmo assim, especialistas apontam riscos decorrentes do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, da confiança doméstica ainda frágil e das pressões sobre o comércio global e o mercado de energia.
Imagem: Internet
Zhaopeng Xing, estrategista sênior para a China do ANZ, avalia que a demanda interna pode permanecer sob pressão em março e que, no curto prazo, não há suporte para cortes nas taxas de juros. Dados recentes já mostraram queda nos empréstimos às famílias.
O Escritório Nacional de Estatísticas consolida os resultados de janeiro e fevereiro para eliminar distorções causadas pelo calendário móvel do Ano-Novo Lunar.
Com informações de InfoMoney
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