Dólar sobe 1,79% na sexta-feira, mas termina a semana com leve recuo diante de tensão no Oriente Médio e decisões de juros

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O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira, 20 de março, cotado a R$ 5,3092, alta de 1,79%. Mesmo assim, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 0,13% na semana, pressionada por fatores de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento dos temores geopolíticos envolvendo Irã, EUA e Israel.
Conflito no Irã eleva busca por segurança
Rumores de uma ofensiva terrestre norte-americana no território iraniano ampliaram a aversão ao risco nos mercados globais, reforçando a procura pelo dólar como porto seguro. Na sexta-feira, marcada pelo 21º dia de confrontos, forças israelenses voltaram a atingir alvos em Teerã. Ao mesmo tempo, drones iranianos atingiram uma refinaria no Kuwait e explosões foram registradas em Dubai. Moscou alertou para a escalada do conflito.
No fim da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “está resolvendo a situação”, descartando cessar-fogo imediato. Mais cedo, a CBS News divulgara que o Pentágono já possui planos detalhados para eventual envio de tropas terrestres.
Petróleo acima de US$ 110 pressiona expectativas de inflação
O contrato do Brent para maio subiu 3,26% e fechou a US$ 112,19 o barril na ICE, em Londres; na máxima semanal, a cotação superou US$ 119. O avanço alimenta receios de novo choque inflacionário e levou investidores a recalcular trajetórias de juros em diversas economias.
Fed mantém juros; mercado posterga apostas de corte
Na quarta-feira, 25 de março, o Federal Reserve manteve a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, conforme esperado. Após o anúncio e diante da crise no Oriente Médio, operadores passaram a precificar o início de cortes apenas em setembro de 2027. Para a próxima reunião, em abril, a ferramenta do CME Group aponta 89,7% de probabilidade de manutenção e 10,3% de chance de alta de 0,25 ponto percentual.
Imagem: Internet
Copom inicia ciclo de afrouxamento
Internamente, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano, primeiro corte desde julho, adicionando um elemento doméstico à formação da taxa de câmbio.
Com esses fatores combinados — escalada militar no Oriente Médio, decisões de política monetária e oscilação do petróleo — o real oscilou, mas terminou a semana levemente apreciado frente ao dólar.
Com informações de Seu Dinheiro
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