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Debêntures de Hapvida, CSN e Assaí disparam em risco e puxam alta dos spreads no mercado de crédito

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Os títulos de dívida de Hapvida, CSN e Assaí passaram por uma forte reprecificação entre fevereiro e meados de março, elevando de forma expressiva o prêmio médio pago pelas debêntures indexadas ao CDI no mercado secundário.

Índice

Spreads sobem 14 pontos-base em março

Levantamento semanal do BTG Pactual mostra que, até 18 de março, o IDA-DI — índice que acompanha as taxas das debêntures atreladas ao CDI — abriu 14 pontos-base, alcançando um spread médio de CDI + 1,42%. Do total, Hapvida, CSN e Assaí responderam por 11 pontos-base.

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O movimento sucede a abertura de 9 pontos-base registrada em fevereiro, quando o Índice encerrou o mês com spread de CDI + 1,28%. Na ocasião, Hapvida contribuiu com +5 bps e CSN com +4 bps.

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Participação individual no avanço dos prêmios

No recorte até 18 de março, a contribuição de cada empresa foi a seguinte:

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  • Hapvida: +5 bps
  • Assaí: +3 bps
  • CSN: +3 bps

Esse peso é considerado atípico, já que o IDA-DI agrega centenas de emissões corporativas. Quando alguns nomes isolados respondem por parcela relevante da abertura, o mercado entende que o risco de crédito dessas companhias piorou significativamente.

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Motivos para a maior aversão ao risco

Segundo o BTG, a deterioração da percepção de crédito está ligada a três fatores:

  • Alavancagem elevada, com dívidas altas em relação à geração de caixa;
  • Queima de caixa, indicando consumo de recursos superior à entrada;
  • Piora na qualidade de crédito, com sinais de dificuldade para honrar compromissos.

Situação das empresas

CSN corre para vender ativos e captar recursos destinados ao refinanciamento de dívidas de curto e médio prazos.

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Hapvida vem apresentando resultados irregulares e, após o balanço do quarto trimestre de 2025, a direção admitiu a possibilidade de alienação de ativos e revisão operacional.

Assaí acumula trimestres fracos em meio a juros altos e já estuda demissões, redução do ritmo de abertura de lojas e eventual fechamento de unidades para conter custos.

Efeitos para investidores e emissões

A abertura de spreads impacta a marcação a mercado das debêntures, reduzindo o valor dos papéis nas carteiras e pressionando o desempenho dos fundos de crédito tradicional. De acordo com o BTG, esses fundos registraram resgates de R$ 21 bilhões no acumulado do ano até meados de março.

No mercado primário, o volume de emissões desacelerou para R$ 37 bilhões em fevereiro. Investidores têm exigido prêmios mais altos, o que dificulta a captação de empresas mais endividadas.

Com o aumento do prêmio, Hapvida, CSN e Assaí tornaram-se os principais vetores da percepção de risco no segmento de crédito corporativo nos primeiros meses de 2026.

Com informações de Seu Dinheiro

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