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Grandes bancos reduzem expectativa de corte da Selic após alta do petróleo

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As projeções para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (18) ficaram mais cautelosas depois da disparada do petróleo, provocada pelo conflito envolvendo o Irã. XP, JPMorgan e Itaú BBA revisaram suas estimativas e agora veem um início de ciclo de afrouxamento monetário menos intenso – ou mesmo inexistente.

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O que mudou

A cotação do barril de petróleo se manteve próxima de US$ 100 com a incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, elevando o risco inflacionário. Segundo economistas, o patamar atual da commodity pressiona preços administrados e piora as perspectivas para 2026 e 2027, o que torna o corte da Selic mais delicado.

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Posições das instituições

XP: abandonou a previsão de redução de 0,50 ponto percentual e agora projeta manutenção da taxa básica em 15% ao ano. Para a equipe chefiada por Caio Megale, diante de “mudanças e incertezas suficientes”, a melhor estratégia é esperar sem comprometer a credibilidade do Banco Central.

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JPMorgan: passou a esperar corte de 0,25 ponto, avaliando que a medida preserva o sinal já dado pelo BC de iniciar o ciclo em março, mas reconhece a elevação das incertezas trazidas pela guerra e pelos efeitos ainda incertos sobre preços globais e câmbio.

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Itaú BBA: também prevê redução de 0,25 ponto, levando a Selic para 14,75% ao ano. O banco considera que efeitos secundários – como impacto no câmbio e nas expectativas – permanecem relativamente contidos, o que dispensa um movimento mais brusco neste momento.

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Reação do mercado

Antes do conflito no Oriente Médio, opções de Copom indicavam cerca de 80% de probabilidade de corte de 0,50 ponto. Desde então, o cenário de redução de 0,25 ponto passou a ser o predominante, com aumento da chance de manutenção da taxa.

Pesquisa pré-Copom realizada pela área de análise de fundos da própria XP, porém, mostrou uma fotografia diferente – e anterior às novas revisões. Entre 23 gestoras de multimercados macro, 74% ainda esperavam corte de 0,50 ponto, 22% apostavam em 0,25 ponto e 4% previam estabilidade.

Com informações de InfoMoney

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