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Ações da Magalu viram para queda e fecham em baixa após balanço do 4º trimestre

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Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) oscilaram fortemente nesta sexta-feira (13). Após chegarem a avançar mais de 8% durante a manhã, as ações mudaram de direção com a piora do mercado no fim do pregão e encerraram o dia em leve recuo de 0,64%, cotadas a R$ 9,34.

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Resultados ficaram abaixo das expectativas

No quarto trimestre de 2025, o volume bruto de mercadorias (GMV) da varejista recuou 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho mais fraco do comércio eletrônico, tanto no modelo 1P (venda própria) quanto 3P (marketplace), compensou a expansão das lojas físicas, cujas vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 8,4%.

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Considerando itens não recorrentes, o EBITDA ajustado atingiu R$ 821 milhões, queda anual de 3% e cerca de 2% abaixo das projeções de analistas. Já o lucro líquido ajustado somou R$ 78 milhões, superando as estimativas de R$ 50 milhões a R$ 55 milhões, impulsionado por um crédito de ICMS maior que o previsto, mesmo com o lucro antes dos impostos (EBT) abaixo do esperado.

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O JPMorgan calculou consumo de caixa de aproximadamente R$ 1 bilhão na comparação trimestral e R$ 530 milhões nos últimos 12 meses. Para o banco, o balanço foi fraco, ainda pressionado por fatores macroeconômicos adversos e alto nível de alavancagem.

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Provisões impactam margens

XP Investimentos, Itaú BBA e Goldman Sachs destacaram a constituição de R$ 300 milhões em provisões de estoque, que afetou diretamente o EBITDA e as margens de mercadorias. O Goldman classificou o resultado como “misto”: apesar do bom desempenho das lojas físicas, a receita total subiu apenas 3% ano a ano.

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O Morgan Stanley apontou tendências ainda fracas, mas ressaltou que a empresa inicia um novo ciclo estratégico. O benefício fiscal registrado na LuizaCred colaborou para o lucro líquido superar as previsões, segundo o banco.

Recomendações de analistas

Após a divulgação, o Itaú BBA reiterou recomendação market perform (neutra) e preço-alvo de R$ 10. O Goldman Sachs manteve postura neutra, com preço-alvo de R$ 9,50. Já Morgan Stanley e JPMorgan seguiram com recomendação underweight (exposição abaixo da média) e preços-alvo de R$ 8 e R$ 6, respectivamente.

Com a combinação de crescimento modesto, provisões extraordinárias e avaliações cautelosas de bancos, as ações da varejista devolveram os ganhos do início do dia e encerraram em baixa.

Com informações de InfoMoney

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