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Ferrari, Maserati e outras marcas de luxo freiam entregas ao Oriente Médio por causa da guerra no Irã

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A intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã levou fabricantes de veículos de altíssimo padrão a suspender parte das remessas para o Oriente Médio. A Ferrari confirmou que interrompeu temporariamente o transporte marítimo de seus carros para a região, mantendo apenas poucas entregas por via aérea — alternativa mais cara e restrita.

O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e o risco de ataques a navios pesam sobre a decisão. O Oriente Médio, entretanto, é um mercado estratégico para a montadora italiana: em 2025 foram exportadas 626 unidades, número superior às vendas registradas no Reino Unido, Suíça e França. A marca mantém dez concessionárias no território, enquanto toda a América do Sul soma apenas quatro, sendo uma no Brasil.

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Maserati e Bentley adotam postura semelhante

A Maserati também interrompeu os embarques, citando motivos de segurança e logística. Na Bentley, o presidente Frank-Steffen Walliser afirmou, durante a última apresentação de resultados, que potenciais compradores da região “têm outras prioridades” no momento.

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Empresas de personalização, como a alemã Mansory, avaliam cada pedido isoladamente, mas salientam que o frete aéreo pode custar até quatro vezes mais que o marítimo.

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Grandes grupos monitoram cenário

O CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, reconheceu que a escalada do conflito tende a pressionar a procura por modelos premium. A Porsche, marca mais valiosa do segmento pelo oitavo ano consecutivo segundo a Brand Finance, informou que acompanha de perto a situação; em 2025 seu lucro por veículo foi 28% superior ao de 2020, de acordo com a Metzler Research.

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O Grupo BMW — responsável por BMW, MINI e Rolls-Royce — registrou avanço de 10% nas entregas ao Oriente Médio em 2025, segundo a consultoria GlobalData. Já a Mercedes-Benz reportou crescimento de dois dígitos no mesmo período e apontou o território como um dos principais destinos do SUV AMG G 63, vendido a partir de R$ 2 milhões. A companhia ampliou operações em Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e Catar nos últimos dois anos e afirma que ainda é cedo para medir impactos concretos.

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Projeções e riscos

Apesar da tensão geopolítica, estimativas da GlobalData indicam expansão anual entre 7% e 8% para o mercado de luxo automotivo na região, que pode chegar a quase 300 mil unidades até 2033. O analista Pal Skirta, da Metzler Research, alerta que, no curto prazo, a instabilidade pode reduzir a circulação e a visitação às concessionárias. Para horizontes mais longos, ele aponta a volatilidade financeira e a possível desvalorização de ativos como fatores que podem frear compras de alto valor.

Os reflexos para a indústria dependem, sobretudo, da duração e da intensidade do conflito no Golfo.

Com informações de Seu Dinheiro

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