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Cade analisará pedido para investigar parceria entre Azul e American Airlines

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deverá se pronunciar nos próximos dias sobre a petição do Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) que solicita a notificação formal da operação entre a Azul (AZUL53) e a American Airlines.

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O conselheiro-relator Diogo Thomson de Andrande identificou indícios de integração antecipada de atividades e possível influência material entre as companhias sem a prévia comunicação ao órgão antitruste. A análise foi acompanhada pelos demais conselheiros, que determinaram a abertura de apuração preliminar pela Superintendência-Geral.

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Na petição, o IPSConsumo requer a instauração de um Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração (APAC) e a aplicação de multa pelo período em que a operação foi anunciada como oficial sem notificação e aprovação do Cade. A presidente do instituto, Juliana Pereira, afirma que a medida busca evitar repetição do caso de codeshare entre Azul e Gol, que funcionou entre 2024 e 2025 antes de passar pelo crivo do órgão regulador.

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Recuperação concluída e novos recursos

No fim de fevereiro, a Azul encerrou o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) após quitar integralmente o financiamento DIP e concluir a oferta pública de ações. A reestruturação reduziu cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento, sendo aproximadamente US$ 1,1 bilhão relativos a empréstimos e financiamentos. O passivo de leasing de aeronaves caiu quase 40 %.

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Como parte do plano, American Airlines e United Airlines aportarão, juntas, US$ 200 milhões, valor que garante a cada parceira participação de cerca de 8 % no capital da Azul. A companhia mantém há mais de 12 anos um acordo de codeshare com a United e pretende estender o modelo à American, movimento considerado “natural” pelo CEO da Azul, John Rodgerson, diante da entrada das duas empresas no quadro acionário.

Com informações de Money Times

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