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Programa Minha Casa, Minha Vida conquista construtoras antes focadas em imóveis de alto padrão

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O avanço do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem levado incorporadoras tradicionalmente dedicadas a empreendimentos de médio e alto padrão a ingressar no mercado de habitação popular. O movimento é impulsionado pelo volume recorde de contratações do programa e pelos incentivos fiscais previstos na reforma tributária.

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Em São Paulo, a Eztec (EZTC3) anunciou que voltará a lançar projetos no MCMV ainda em 2026. “O Minha Casa, Minha Vida é um mercado pujante, e uma companhia do nosso tamanho não pode ficar de fora”, afirmou o presidente-executivo Silvio Zarzur, em teleconferência com investidores. A empresa havia criado a marca Fitcasa anos atrás, mas se afastou do segmento devido à margem de lucro reduzida. Em 2025, retomou a atuação por meio de parcerias com especialistas como a Cury (CURY3).

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A Cyrela Brazil Realty (CYRE3) também acelera no programa federal por meio da bandeira Vivaz. A participação do segmento popular nos lançamentos do grupo passou de 10% em 2023 para 29% em 2025. Para 2026, a companhia espera novo avanço, apoiada na possível ampliação de tetos de preços e faixas de renda que será votada em 24 de março. “Os ajustes podem ampliar o poder de compra da população e o tamanho do mercado”, disse o diretor financeiro Miguel Mickelberg.

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No Rio Grande do Sul, a Melnick (MELK3) criou a marca Open, estreou em 2025 com três projetos e mais de 700 apartamentos e já detém quatro terrenos com potencial para 2,1 mil unidades nos próximos trimestres. No Nordeste, a Moura Dubeux (MDNE3) firmou em 2025 uma joint venture com a mineira Direcional para atuar em Natal, Fortaleza, Recife e Salvador.

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Trisul (TRIS3), Lavvi (LAVV3), Tecnisa (TCSA3) e Even analisam ou já desenvolvem braços voltados ao programa. “As empresas veem que o Minha Casa Minha Vida está crescendo e passam a mirar esse mercado”, observou o analista Elvis Credendio, do Itaú BBA.

Segundo Credendio, o recuo nos lançamentos para a classe média — imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão — decorre dos juros elevados do crédito tradicional, enquanto o MCMV oferece taxas menores subsidiadas pelo FGTS. Fanny Oreng, analista do Santander, avalia que a migração é um movimento cíclico diante do custo elevado dos financiamentos e da perspectiva de ganhos com a reforma tributária.

A proposta de reforma cria redutores de IBS e CBS para imóveis populares, reduzindo a carga tributária das construtoras que atuam no segmento. Em São Paulo, o MCMV já responde por 61% dos lançamentos e 64% das vendas de unidades novas, de acordo com o Secovi-SP. No cenário nacional, a participação supera 50%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Com informações de Money Times

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