Aneel prevê aumento médio de 8% na tarifa de energia em 2026, superior à inflação estimada

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projetou nesta terça-feira (17) que as tarifas de energia elétrica para consumidores brasileiros subirão, em média, 8% em 2026, percentual quase o dobro da estimativa de 3,9% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo a autarquia, encargos setoriais continuam a ser o principal fator de pressão. A proposta orçamentária da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2026 soma R$ 52,7 bilhões, dos quais R$ 47,8 bilhões referem-se à CDE-Uso — montante 15,4% maior que o de 2025. Somente esse encargo deve representar impacto tarifário de 4,6% no próximo ano.
A Aneel informou ainda que a projeção de 8% incorpora aumentos nos custos de transmissão, compra de energia e nas chamadas receitas irrecuperáveis, usadas para compensar perdas com inadimplência. Já os componentes financeiros, que incluem ajustes tributários, responderão de forma agregada por 3,8% do efeito médio nas contas.
Possível alívio com recursos do UBP
O órgão regulador aprovou a repactuação dos valores devidos pelas hidrelétricas a título de Uso do Bem Público (UBP). Caso todas as concessionárias habilitadas participem, a arrecadação extraordinária de R$ 7,87 bilhões poderá ser direcionada a consumidores das regiões Norte e Nordeste, reduzindo em até 2,9 pontos percentuais o efeito médio nacional e gerando queda média de 10,6% nas tarifas residenciais dessas localidades.
Imagem: Estadão Cteúdo
Prevista na Lei nº 15.235/2025, a medida beneficia usinas licitadas sob a lei de 1998 que optaram pelo critério de maior pagamento de UBP. As empresas têm 60 dias, contados a partir da publicação do despacho da Aneel, para aderir ao acordo. Caso haja adesão ampla, consumidores atendidos por 21 distribuidoras poderão sentir o desconto ainda em 2026.
Com informações de Money Times
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