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Meirelles defende reformas e afirma que emprego é o “melhor benefício social”

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O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles declarou que a geração de postos de trabalho pelo setor privado é a forma mais eficiente de política social. A afirmação foi feita nesta terça-feira (17), em São Paulo, durante o Nomad Global Invest Day.

Segundo Meirelles, o país só retomará o crescimento sustentável se avançar em mudanças estruturais que aumentem a produtividade. Ele citou a necessidade de uma “revisão corajosa” dos programas de transferência de renda e de cortes em benefícios fiscais que, de acordo com seus cálculos, somam cerca de R$ 800 bilhões ao ano sem comprovação clara de retorno econômico.

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Déficit de mão de obra qualificada

O ex-ministro apontou a falta de trabalhadores qualificados como obstáculo adicional para o desenvolvimento. Na sua avaliação, o problema está ligado ao que qualificou como possível excesso de auxílios sociais. “Para existir emprego, é preciso criar condições para que o setor privado contrate”, afirmou.

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Dívida pública e teto de gastos

Meirelles chamou atenção para a trajetória da dívida pública, hoje próxima de 79 % do Produto Interno Bruto, e criticou medidas que flexibilizam o limite de despesas. “Tirar gastos do teto resolve o problema do governo, mas não elimina os efeitos da dívida”, disse, lembrando que o teto instituído em 2016 colaborou para a recuperação econômica pós-crise.

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Prioridade às reformas

Entre as reformas que, na visão do ex-presidente do Banco Central, já trouxeram resultados, estão as mudanças na Previdência e na legislação trabalhista. Ele defendeu ainda a aprovação da reforma administrativa e elogiou o encaminhamento da reforma tributária, que, segundo ele, ataca a complexidade do sistema de impostos.

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Risco-país

Para Meirelles, reduzir o risco-país passa por reforçar a sustentabilidade fiscal no longo prazo. O ex-ministro destacou que o Brasil conta com instituições democráticas consolidadas, mas precisa avançar nas reformas para diminuir a percepção de incerteza entre investidores.

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O economista encerrou sua participação reforçando que negociações legislativas são difíceis, porém fundamentais para destravar o crescimento e melhorar o ambiente de negócios.

Com informações de InfoMoney

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