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Trump adia visita a Pequim por causa da guerra com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se encontraria com o presidente chinês, Xi Jinping. Segundo Trump, o deslocamento, previsto para acontecer de 31 de março a 2 de abril, foi postergado em razão do conflito em curso entre Washington e Teerã.

“Estamos remarcando a reunião. Estamos trabalhando com a China. Eles concordaram”, declarou o presidente a jornalistas no Salão Oval.

Trump afirmou que a visita deverá ocorrer “daqui a cinco ou seis semanas”. A embaixada chinesa em Washington não comentou o anúncio.

Índice

Tensão no Oriente Médio pesa sobre mercados

A guerra com o Irã elevou os preços do petróleo, ameaçou a navegação pelo Estreito de Ormuz e trouxe incertezas aos investidores quanto à segurança energética. O adiamento da viagem reforça essa instabilidade e interrompe, por ora, as negociações para reduzir atritos comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

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Entre os temas a serem discutidos estavam questões sensíveis como Taiwan, tarifas, semicondutores, combate a drogas ilegais, exportação de terras raras e agricultura. Cada um desses assuntos tem sido motivo de tensão recorrente entre Washington e Pequim.

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Contexto político

A condução da campanha militar dos EUA contra o Irã gerou consequências econômicas e militares, mobilizando grande parte do governo norte-americano. Fontes próximas ao planejamento da viagem relatam que uma visita de Estado em meio ao retorno de soldados mortos no Oriente Médio e a uma economia doméstica fragilizada poderia soar descompassada.

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O Irã, por sua vez, respondeu aos ataques lançados por Estados Unidos e Israel ameaçando ofensivas contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

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Pequim não havia confirmado oficialmente as datas da visita de Trump e, tradicionalmente, divulga a agenda de Xi Jinping apenas com pouca antecedência.

Com informações de Money Times

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