Oi adia balanços do 3º e 4º trimestres de 2025 e não define nova data de divulgação

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A Oi (OIBR3) comunicou na noite desta segunda-feira, 23 de março de 2026, o adiamento da divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras referentes a todo o exercício de 2025. A companhia não apresentou um novo cronograma.
Os números estavam previstos para sair em 25 de março, com apresentação ao mercado no dia seguinte. Segundo a operadora, o atraso decorre dos impactos contábeis ligados ao processo de reestruturação e às atuais vendas de ativos, fatores que ainda precisam ser consolidados nas demonstrações.
Esses mesmos elementos também influenciam a elaboração do relatório de gestão que o administrador judicial deve entregar à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro até abril — etapa obrigatória dentro do processo de recuperação judicial. A empresa afirma que somente após a consolidação desses eventos será possível finalizar os balanços.
Histórico de crise e recuperação judicial
A Oi vive fase crítica desde 2025, quando a 7ª Vara Empresarial converteu, por decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, o segundo processo de recuperação judicial da companhia em falência. A magistrada afirmou que a operadora é “tecnicamente falida” e que não há viabilidade para equilibrar ativos e passivos.
No dia seguinte, porém, a desembargadora Mônica Maria Costa, da Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendeu os efeitos da falência após recursos apresentados por Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4). Com isso, a empresa retornou ao regime de recuperação judicial, buscando liquidar ativos de forma organizada e manter, ao menos em transição, os serviços essenciais.

Imagem: Internet
Venda da V.tal sob análise
Dentro da estratégia de levantar recursos, a Oi tenta vender sua participação na V.tal, rede neutra de telecomunicações considerada o principal ativo remanescente. Na abertura das propostas, apenas uma oferta foi apresentada, por valor inferior ao preço mínimo definido de R$ 12,3 bilhões. A proposta foi encaminhada para análise e dependerá de deliberação dos credores enquadrados na “Opção de Reestruturação I” prevista no plano da companhia.
Sem a conclusão das negociações e com os ajustes contábeis ainda em curso, a operadora não informou quando será possível publicar os resultados atrasados.
Com informações de Seu Dinheiro
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