Anúncio

Bradesco BBI aponta três motores que podem elevar Itaúsa (ITSA4), incluindo ganho fiscal de R$ 8,7 bilhões

Ouça o Conteúdo
Getting your Trinity Audio player ready...

A Itaúsa (ITSA4) já supera o Ibovespa em 2026, mas o Bradesco BBI acredita que a ação ainda tem espaço para avançar. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (23), o banco listou três gatilhos capazes de destravar valor na holding: a extinção de ineficiências tributárias com a reforma fiscal, a melhora de resultados das empresas do grupo e a possível abertura de capital da Aegea.

Índice

Preço-alvo e retorno ao acionista

O Bradesco BBI mantém recomendação de compra para ITSA4 com preço-alvo de R$ 15,40 — upside de 13% sobre o fechamento de hoje. O banco também projeta dividend yield de 9% para 2026, citando “menor assimetria negativa e capacidade crescente de distribuição”.

Anúncio

Reforma tributária corta dupla incidência

O principal impulsionador mapeado é a reforma tributária prevista para 2027. Atualmente, os juros sobre capital próprio (JCP) pagos pelo Itaú (ITUB4) à Itaúsa sofrem incidência de 9,25% de PIS/Cofins e, devido à estrutura via Iupar, há tributação em duas etapas. Assim, de cada R$ 1.000 declarados pelo banco, a holding recebe apenas R$ 323 após impostos, perda equivalente a 13,2% do valor bruto.

Anúncio

Com a nova regra, lucros e dividendos de subsidiárias deixarão de ser tributados, eliminando a dupla incidência. O BBI calcula que essa mudança adicionará R$ 8,7 bilhões ao valor da Itaúsa, considerando custo de capital de 15,5% e crescimento de 6% a partir de 2027.

Anúncio

Na teleconferência de resultados, o CEO Alfredo Setubal estimou economia anual de R$ 850 milhões em despesas tributárias. “Possivelmente não precisaremos de chamada de capital para amortizar dívida; o próprio fluxo de caixa deve ser suficiente”, afirmou, acrescentando que eventual queda de juros ampliaria a folga.

Anúncio

Empresas não financeiras ganham peso

O banco também vê melhora operacional em participações como Alpargatas (ALPA4) e Motiva (MOTV3). A Itaúsa utiliza esses resultados para bancar despesas administrativas, financeiras e tributárias. Com inflação controlada, alavancagem menor e o fim da tributação extra, o BBI projeta maior geração de caixa e, a partir de 2027, “expansão relevante do lucro”, o que pode resultar em distribuição adicional de dividendos.

Setubal sinalizou essa possibilidade: “Normalmente, distribuímos o que recebemos do Itaú, mas, dependendo do cenário, podemos fazer pagamentos adicionais”.

Anúncio
Bradesco BBI aponta três motores que podem elevar Itaúsa (ITSA4), incluindo ganho fiscal de R$ 8,7 bilhões - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

IPO da Aegea no radar

O terceiro catalisador é uma potencial oferta pública inicial da Aegea. Após aumento de capital que precificou ações a R$ 55,29, a Itaúsa elevou o valor justo da companhia de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,6 bilhões e ampliou participação de 12,82% para 13,27%.

A Aegea contratou assessores para avaliar o IPO e, em fevereiro, obteve da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a conversão de registro para categoria “A”, requisito para listar ações na B3. Caso a oferta se concretize, a marcação a mercado pode reforçar o patrimônio da holding.

Com esses três fatores — reforma tributária, fortalecimento das investidas não financeiras e eventual listagem da Aegea —, o Bradesco BBI vê a Itaúsa bem posicionada para continuar entregando retorno superior ao mercado.

Com informações de Seu Dinheiro

Artigos Relacionados

Conteúdos Relacionados

Go up

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies. Saiba mais