Ações da Oncoclínicas avançam até 15% após negociação com Porto Seguro e saída da CFO

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As ações da Oncoclínicas (ONCO3) iniciaram o pregão desta segunda-feira (16) entre as maiores altas da B3, impulsionadas por um possível investimento da Porto Seguro (PSSA3) e pela renúncia da diretora financeira.
Negociação com a Porto Seguro
No domingo (15), a Oncoclínicas assinou um memorando de entendimentos não vinculante com a seguradora para criar uma nova empresa (NewCo). O acordo prevê:
- aporte de R$ 500 milhões pela Porto Seguro;
- subscrição de ações que garantam à seguradora ao menos 30% do capital votante da NewCo;
- emissão, pela NewCo, de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis com vencimento em quatro anos;
- transferência de parte da dívida da Oncoclínicas para a nova companhia.
A Oncoclínicas concedeu exclusividade de 30 dias à Porto Seguro para negociar os termos definitivos, que ainda dependem da conclusão da reestruturação de dívidas da operadora de saúde.
Mudança na diretoria
Também no domingo, a empresa informou a saída de Camile Loyo Faria dos cargos de vice-presidente executiva, diretora financeira (CFO) e diretora de Relações com Investidores, pouco mais de um mês após sua nomeação em 9 de fevereiro. Marcel Cecchi Vieira assumirá as funções interinamente.
Reação do mercado
Por volta das 12h15 (horário de Brasília), ONCO3 subia 4,32%, cotada a R$ 1,93. Na máxima do dia, a valorização chegou a 15,68%.
Análise do Bradesco BBI
Para os analistas Márcio Osako e Larissa Monte, o anúncio tem efeito misto. A avaliação implícita de até R$ 1,67 bilhão para a NewCo representa desconto de 20% em relação ao valor de mercado da Oncoclínicas e de 47% ante o preço-alvo do banco. Eles veem como ponto positivo a possível melhora de governança com a Porto Seguro no controle, mas consideram que a capitalização reduziria a alavancagem em apenas 18%, para R$ 2,36 bilhões (3,5 vezes o Ebitda anualizado do 3º trimestre de 2025).

Imagem: Lorena Matos
Contexto financeiro
A Oncoclínicas enfrenta pressão de caixa e negocia com credores para prorrogar pagamentos, além de ter convocado assembleias de debenturistas para solicitar waiver sobre o índice dívida líquida/Ebitda referente a 2025. Em 12 de março, a Fitch Ratings rebaixou o rating nacional de longo prazo da companhia de CCC-(bra) para C(bra), apontando risco elevado de inadimplência.
No fim de 2022, Oncoclínicas e Porto Seguro já haviam criado uma joint venture 60/40; atualmente, a seguradora responde por 7% a 8% da receita da operadora de saúde.
Com informações de Money Times
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