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Presidente da FCC ameaça cassar licenças de TV por cobertura da guerra contra o Irã

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Washington (EUA) – O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, advertiu neste sábado, 14, que pode revogar licenças de emissoras norte-americanas em razão da forma como vêm noticiando a guerra contra o Irã.

Em mensagem publicada na rede Truth Social, Carr acusou as redes de televisão de disseminar “boatos” e “distorções” e disse que elas têm até o período de renovação de concessões para “corrigir o rumo”. Segundo ele, as empresas de radiodifusão “devem atuar no interesse público” e poderão perder as autorizações caso não se enquadrem.

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Alinhamento com a Casa Branca

A declaração acompanha o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chefe do Executivo criticou recentemente uma manchete do The Wall Street Journal sobre supostos ataques a cinco aviões-tanque norte-americanos na Arábia Saudita, classificando o título como “intencionalmente enganoso” e acusando a imprensa de torcer por uma derrota americana no conflito.

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Críticas à cobertura da CNN

Na sexta-feira, 13, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reclamou em coletiva de imprensa da cobertura da CNN sobre o Oriente Médio. Hegseth afirmou que aguarda a concretização da compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, controlada pelo bilionário David Ellison, por US$ 111 bilhões. Caso o negócio seja aprovado, a CNN passará ao comando de Ellison, empresário ligado a Trump e responsável por mudanças na linha editorial da CBS News, onde promoveu profissionais mais conservadores.

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Processo complexo e reações no Congresso

Especialistas em regulação lembram que a cassação de licenças é juridicamente complexa e cara, além de a legislação impedir o governo de usar normas para censurar conteúdo. Legisladores democratas reagiram. A senadora Elizabeth Warren (Massachusetts) disse que a ameaça “parece saída de um manual autoritário”, enquanto o senador Mark Kelly (Arizona) declarou que, em tempos de guerra, é “essencial garantir uma imprensa livre”.

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Entidades veem intimidação

A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão (FIRE) afirmou que o mandato de Carr à frente da FCC tem sido marcado por “intimidação” à imprensa e classificou a nova mensagem como “chocante e perigosa”.

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Histórico de conflitos

Críticos apontam que Carr repete um padrão de confrontos com veículos de comunicação. O programa Jimmy Kimmel Live! já foi temporariamente retirado do ar após reclamações do presidente da FCC, que também sugeriu investigações sobre o talk-show The View. Em fevereiro, o humorista Stephen Colbert alegou que a CBS o impediu de exibir entrevista com um candidato democrata ao Senado, citando novas diretrizes da FCC sobre tempo igual para postulantes.

Até o momento, as principais emissoras não se pronunciaram publicamente sobre a ameaça de cassação.

Com informações de InfoMoney

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