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Dólar avança 1,34% e encerra a R$ 5,31 com maior aversão a risco no exterior

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O dólar comercial terminou a sessão desta sexta-feira (13) em forte alta no mercado brasileiro, acompanhando o movimento global de valorização da moeda norte-americana diante da piora no apetite por ativos de risco. A cotação à vista subiu 1,34%, fechando a R$ 5,3166, no maior patamar desde o início de abril.

A escalada reflete o aumento das tensões no Oriente Médio, que voltou a pressionar os preços do petróleo. O barril do Brent ultrapassou novamente a marca de US$ 100 em Londres, reforçando temores de inflação em vários países, inclusive no Brasil.

Na B3, o contrato futuro de dólar para abril, o mais negociado, avançava 1,15% às 17h06, negociado a R$ 5,3420. Na semana, a moeda acumulou ganho de 1,43% frente ao real; no ano, ainda exibe recuo de 3,14%.

Índice

Atuação do Banco Central

Diante do aumento da volatilidade, o Banco Central realizou pela manhã dois leilões simultâneos: vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, também equivalentes a US$ 1 bilhão, operação que, na prática, neutraliza o impacto sobre o nível de reservas.

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Em sua rolagem rotineira de contratos, a autoridade monetária ofertou ainda 50 mil contratos de swap cambial tradicional (US$ 2,5 bilhões) com vencimento em 1.º de abril, medida que não altera a posição cambial líquida.

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Cenário internacional

No front geopolítico, o Irã declarou que embarcações precisam coordenar a passagem pelo Estreito de Ormuz com sua Marinha, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Paralelamente, os Estados Unidos concederam isenção de 30 dias para que países comprem produtos petrolíferos russos sujeitos a sanções, tentativa de aliviar os preços de energia.

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Também nos EUA, o Escritório do Representante de Comércio (USTR) abriu investigações da Seção 301 contra 60 economias, inclusive o Brasil, alegando falhas em medidas contra trabalho forçado — iniciativa que pode reativar pressão tarifária após decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que considerou ilegais tarifas globais impostas anteriormente.

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No mercado doméstico, as cotações de referência encerraram a sessão em:

Compra: R$ 5,316 | Venda: R$ 5,316

Analistas destacam que a valorização do petróleo e a incerteza sobre o conflito ajudam a fortalecer o dólar frente a divisas de emergentes, como peso chileno, rand sul-africano e peso mexicano, movimento observado ao longo do dia.

Com informações de InfoMoney

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