Indústria da construção projeta retração no emprego e menor volume de lançamentos, aponta CNI

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Os empresários da construção civil no Brasil preveem redução do quadro de funcionários e queda no lançamento de novos empreendimentos e serviços nos próximos seis meses. A informação consta da Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Indicadores de expectativa abaixo da linha de 50 pontos
O índice de expectativa para o número de empregados caiu 2,3 pontos, para 49,5 pontos, enquanto o indicador de novos empreendimentos e serviços recuou 1,5 ponto, chegando a 49,7 pontos. Como ambos ficaram abaixo dos 50 pontos, sinalizam previsão de retração.
Também houve desaceleração no índice que mede a expectativa de nível de atividade, que perdeu 0,8 ponto e atingiu 51,3 pontos, aproximando-se da linha divisória que separa crescimento de queda. Já a expectativa de compras de insumos e matérias-primas ficou praticamente estável em 50,3 pontos.
Cenário de custos elevados e menor intenção de investir
Segundo o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os custos do setor seguem pressionados pelo elevado patamar de juros no mercado interno e pelo ambiente externo incerto, apesar de programas recentes de estímulo ao crédito imobiliário e ao financiamento para reformas de moradias de baixa renda.
Diante desse contexto, a intenção de investimentos na construção diminuiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 42,9 para 42,1 pontos.
Sinais mistos na atividade corrente
Na comparação com fevereiro, alguns indicadores que medem a situação atual do setor mostraram leve melhora, mas continuam abaixo dos números registrados no mesmo período de 2025. O índice de evolução do nível de atividade subiu 2,6 pontos, para 45,7 pontos, e o de número de empregados avançou 1,7 ponto, atingindo 47 pontos.

Imagem: Internet
A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) aumentou um ponto percentual, alcançando 65%, ainda inferior ao observado em fevereiro de 2024 e 2025.
Confiança recua
Entre fevereiro e março, o Índice de Confiança do Empresário da Construção retrocedeu 2,1 pontos, para 46,5 pontos, refletindo avaliação negativa tanto das condições atuais quanto das perspectivas para os próximos meses.
A metodologia da sondagem utiliza escala de 0 a 100 pontos, em que resultados abaixo de 50 indicam percepção negativa. O levantamento de fevereiro entrevistou 309 empresas entre 2 e 11 de março.
Com informações de InfoMoney
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