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Analista do BTG vê petróleo a US$ 100 insustentável e destaca alívio nos mercados após fala de Trump

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São Paulo, 23 de março de 2026 – O preço do barril de petróleo acima de US$ 100 não deve se manter no longo prazo, avaliou Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, durante participação no programa “Giro do Mercado” desta segunda-feira (23).

Segundo o especialista, a combinação entre oferta, demanda e níveis de estoque aponta para uma cotação média entre US$ 80 e US$ 85 em 2026, patamar adotado recentemente por várias instituições internacionais. “Petróleo a US$ 100 gera efeitos nocivos sobre a economia e pressiona a logística da cadeia de suprimentos”, afirmou.

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Alívio após sinalização de cessar-fogo

Os comentários de Henriques ocorreram horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que manteve “conversas muito boas e produtivas” com o Irã e, por isso, decidiu adiar em cinco dias eventuais ataques a instalações energéticas iranianas. Teerã negou qualquer negociação, mas a declaração reduziu a tensão no Oriente Médio.

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No mercado, o barril do Brent chegou a cair cerca de 15% imediatamente após o comunicado de Trump, enquanto o dólar recuava frente ao real. O índice Ibovespa subia mais de 3%, alcançando 182,0 mil pontos, movimento que Henriques atribuiu à “descompressão de risco global”.

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Dólar e juros

Mesmo com o recuo momentâneo, o dólar permaneceu em torno de R$ 5,30. Henriques explicou que o nível se sustenta pelo diferencial de juros interno, reforçado pelo fluxo de capital estrangeiro, apesar do cenário de conflito.

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No campo das expectativas de política monetária, o Boletim Focus elevou a projeção para a taxa Selic em 2026 de 12,25% para 12,50%. Para o analista do BTG, a revisão reflete o ambiente de incerteza provocado pela guerra. “Caso o conflito termine mais rápido, a pressão inflacionária sobre combustíveis diminui, mas o IPCA-15 mais alto já cria um quadro desafiador para o Banco Central”, observou.

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Com informações de Money Times

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