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Sobrecarga doméstica limita expansão de empresas comandadas por mulheres, indica pesquisa

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Conciliar cuidado familiar e gestão de um empreendimento segue como o maior entrave para mulheres que optam pelo próprio negócio no Brasil. Levantamento “Empreendedoras e Seus Negócios – 2024”, do Instituto Rede Mulher Empreendedora (Irme), aponta que 43% das entrevistadas elegeram o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como principal dificuldade.

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Tempo escasso e pouca ajuda

Entre as 3,5 mil respondentes, 49,0% declararam não receber qualquer apoio em tarefas de cuidado. O auxílio aparece em apenas 14,7% dos casos quando se trata de crianças e em 4,9% para atenção a outras pessoas dependentes.

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Motivos para abrir a própria empresa

Ainda assim, a busca por independência financeira motiva 45,1% das fundadoras, seguida por flexibilidade de horário (36,7%) e aumento de renda (36,0%).

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Impacto direto no crescimento

Para Ana Fontes, presidente do Irme, o tempo dedicado a filhos, familiares ou doentes reduz a possibilidade de inovar, ampliar a empresa ou participar de capacitações e eventos de networking. “Falta tempo até mesmo para analisar linhas de crédito”, afirma.

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Consequências na prática

A sobrecarga costuma provocar ansiedade, afetar a saúde mental e adiar decisões estratégicas, como contratação de equipe ou busca de financiamento. O cenário é mais crítico onde inexistem creches ou onde o horário de funcionamento é restrito, obrigando muitas empreendedoras a trabalhar em casa.

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Cuidado vira oportunidade de mercado

Segundo Elisangela Furtado, professora da Fundação Dom Cabral, atividades ligadas à economia do cuidado — entre elas assistência a idosos e educação infantil — apresentam forte potencial de demanda. O desafio, observa, é a desvalorização histórica do setor, marcado por informalidade e baixa remuneração.

Diferenças de percepção

O estudo também mostra que a sensação de sobrecarga varia. Em escala de 1 a 10, mulheres brancas registram média 5,3; pretas e pardas atingem 5,8.

Iniciativas para reduzir desigualdades

Programas de crédito direcionado, incentivos ao associativismo e mudanças recentes em licenças parentais são citados como avanços, mas especialistas consideram as medidas ainda insuficientes. No âmbito pessoal, divisão de tarefas com parceiros, delegação dentro do negócio e participação em redes de apoio têm ajudado a manter as operações ativas.

Com informações de Seu Dinheiro

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