Conflito entre EUA e Irã eleva soja e milho, mas pressiona carnes; BB Investimentos projeta alta de 82,2% para Minerva

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São Paulo, 22 de março de 2026 – A escalada militar entre Estados Unidos e Irã impulsionou a cotação dos grãos em março, enquanto o mercado de proteínas enfrenta recuo nos preços, aponta relatório do BB Investimentos.
Grãos em alta
De acordo com a instituição, a soja avançou 6,7% na Bolsa de Chicago em fevereiro, amparada por expectativa de maior consumo norte-americano e possível aumento das exportações para a China, especialmente para produção de biocombustíveis. Em março, o início do conflito fez a oleaginosa renovar altas, já que a valorização do petróleo tende a puxar derivados agrícolas correlacionados, como o biodiesel.
O milho recuou 0,3% em fevereiro ante janeiro, reflexo da projeção de menor participação dos Estados Unidos no comércio global diante da concorrência sul-americana e da demanda contida. Mesmo assim, o preço do cereal subiu com a guerra e fechou a US$ 4,53 por bushel em 12 de março.
Pressão sobre proteínas
No mercado de carnes, o cenário descrito pelo banco é de margens apertadas. O ritmo de abate de bovinos diminuiu, mas as exportações continuaram robustas, mantendo a arroba do boi gordo em torno de R$ 350. Para frango e suíno, o aumento dos abates combinado a embarques menores compromete a rentabilidade tanto no exterior quanto no mercado interno.
A analista Georgia Jorge prevê manutenção dessa tendência nos próximos meses, o que pode afetar o lucro das companhias do setor ao longo de 2026.
Imagem: Cecília de O
Recomendações de ações
Entre as empresas acompanhadas, frigoríficos dominaram as indicações de compra em fevereiro: Minerva (BEEF3), JBS (JBSS32) e Marfrig (MBRF3). Para março, o destaque passou a ser SLC Agrícola (SLCE3), beneficiada pelo desempenho dos grãos.
A ação da Minerva apresenta o maior potencial de valorização, segundo o BB Investimentos: alta estimada em 82,2%, com preço-alvo de R$ 8,00 para 2026, ante a cotação de R$ 4,39 registrada em março.
Com informações de Money Times
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