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Escassez de cacau nas Guerras Napoleônicas originou a gianduia, base da Nutella, e sustenta mercado anual de R$ 31 bilhões

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A combinação de chocolate com avelã que hoje movimenta mais de R$ 31 bilhões por ano surgiu de uma crise de abastecimento provocada pelas Guerras Napoleônicas, há pouco mais de dois séculos.

Índice

Bloqueio continental deixou a Europa sem cacau

Entre 1803 e 1815, os conflitos liderados por Napoleão Bonaparte resultaram na morte de ao menos 3,5 milhões de pessoas e remodelaram o mapa europeu. Na tentativa de enfraquecer o Reino Unido, o imperador francês decretou o bloqueio continental, que proibia seus aliados de negociar com os britânicos e suas colônias. A medida afetou o fluxo de diversos produtos importados, entre eles o cacau, matéria-prima fundamental para o chocolate.

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A invenção de Michele Prochet

Com o insumo escasso e caro, o chocolatier piemontês Michele Prochet, de Turim, buscou uma solução local. Aproveitando a abundância de avelãs da região, ele moía o fruto seco e o misturava ao pouco cacau disponível, criando um creme que rendia mais e mantinha o sabor adocicado. Nascia assim a gianduia, em referência a uma tradicional máscara do carnaval de Piemonte.

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De alternativa a fenômeno global

A receita rapidamente conquistou paladares italianos e, décadas depois, inspirou a criação de produtos industrializados, como a Nutella. Atualmente, a produção mundial de cremes de avelã com chocolate supera 400 mil toneladas por ano, segundo dados da indústria, movimentando o equivalente a mais de R$ 31 bilhões.

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Escassez de cacau nas Guerras Napoleônicas originou a gianduia, base da Nutella, e sustenta mercado anual de R$ 31 bilhões - Imagem do artigo original

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Imagem: outras paragens

Demanda crescente, oferta ameaçada

A popularidade do chocolate segue alta: estimativas apontam que cerca de 4,5 bilhões de pessoas consomem o doce regularmente. Ao mesmo tempo, o setor convive novamente com alertas de escassez de cacau, desta vez ligados a mudanças climáticas e desequilíbrios de mercado — lembrança de que crises podem redefinir hábitos de consumo e até criar novos ícones gastronômicos.

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Com informações de Seu Dinheiro

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