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Copom corta Selic para 14,75% ao ano; juros do Tesouro sobem e Bolsa recua

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (18), fixando a Selic em 14,75% ao ano. A decisão ocorre após semanas de forte volatilidade nas apostas de mercado sobre o rumo da política monetária.

Antes do encontro, as opções de Copom negociadas na B3 chegaram a precificar corte de 0,50 ponto, migram para 0,25 ponto e, em alguns momentos, até a manutenção da taxa. Ao fim, prevaleceu a redução mais branda.

Índice

Reação imediata dos mercados

No dia seguinte ao anúncio (19), as taxas dos títulos públicos voltaram a subir. Por volta das 16h20, momentos antes do terceiro circuit breaker da sessão, o Tesouro Educa+ oferecia retorno de IPCA + 8% ao ano.

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Na sexta-feira (20), o Ibovespa registrava queda de 1,65% no intraday, enquanto o dólar avançava mais de 1% frente ao real. Já o petróleo tipo Brent era negociado em torno de US$ 109 o barril.

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Pressão externa aumenta cautela

A instabilidade não veio apenas da decisão do Copom. Na quinta-feira (19), o mercado reagiu a ataques do Irã a instalações de gás no Catar, aliado dos Estados Unidos, e ao tom mais duro do Banco da Inglaterra, que afastou a perspectiva de cortes de juros nos EUA em 2026.

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Na sexta-feira, novos bombardeios iranianos a áreas residenciais em Israel e divergências públicas entre o ex-presidente dos EUA Donald Trump e o premiê israelense Benjamin Netanyahu adicionaram tensão aos negócios.

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O que fazer com a carteira

Para Laís Costa, analista de renda fixa da Empiricus Research, a renda fixa segue fundamental na composição dos portfólios. Segundo ela, alguns títulos de longo prazo atrelados ao IPCA continuam oferecendo relação risco-retorno atraente.

A especialista destaca uma categoria de papéis premium capaz de entregar até 7,97% ao ano acima da inflação, sem cobrança de Imposto de Renda. A taxa é próxima às oferecidas por alguns títulos do Tesouro IPCA+, porém com a vantagem tributária.

Após a decisão do Copom, Costa realizou ajustes na carteira recomendada de renda fixa, disponível gratuitamente na área SD Select, que também reúne cursos, ferramentas de planejamento financeiro e relatórios de parceiros.

Entre as recomendações, há um ativo que permite travar rentabilidade real de 7,9% ao ano, isenta de IR, indicado para investidores dispostos a assumir um risco moderadamente maior que o de títulos públicos tradicionais.

Com informações de Seu Dinheiro

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